(Post #13, Ano I)

Fala!

Nos últimos tempos eu li um livro fantástico chamado 'Confissões de uma groupie', da Pamela Les Barres. Ela era figurinha carimbada nos camarins roqueiros dos anos 60 e 70. Uma bela leitura, que me remete a todas aquelas bandas de rock and roll de verdade, só com integrantes mulheres. Com muita atitude e encarando toda a cena do rock, um tanto quanto machista, elas garantiram um lugar de destaque com seu estilo. E além disso, abriu as portas para todas as bandas que vieram nos anos 80 (Go-Go's, Bangles, Girlschool, etc...).

Hoje, a dica vai para três discos mais do que essenciais de mulheres de atitude. Notem que esse tipo não se encontra mais hoje em dia, só em produções fake e sem punch nenhum, que pena. Todas garotas abaixo são dignas de casamento...hehe:

 SUZI QUATRO - Suzi Quatro (1974)

Falar de Suzi Quatro é fácil: Linda, uma atitude extremamente rock and roll, bela baixista e pioneira no hard rock feminino. Precisa mais? esse disco é espetacular, tenho ele em vinil e sempre toca na minha vitrolinha. Músicas como Glycerine Queen, Can The Can, Shine My Machine e o hino 48 Crash são obrigatórias em qualquer coletânea dos anos 70 que se preze. Hoje em dia não se fazem mais mulheres que nem ela...

Espetacular capa da revista Rolling Stone de 1975. Simplesmente perfeita!

 THE RUNAWAYS - Queens of Noise (1977)

Bom, Runaways então... é covardia: Com a trinca Joan Jett - Lita Ford - Cherie Currie fica fácil para qualquer cara que curta rock gostar (e muito) dessa banda. Formada em Hollywood, em meados dos anos 70, com todas as integrantes beirando seus 16 anos (ai, ai...) e produzidas pelo grande Kim Fowley, elas gravaram três discos em três anos.

Mas esse álbum em especial eu acho fantástico (tenho também em vinil). A começar pela a capa e contra capa, aonde elas estão mais lindas do que nunca. E em sequências maravilhosas... um disco que tem músicas como a própria Queens Of Noise, Born To The Bad, I Love Playin' With Fire, California Paradise e a perfeita Johnny Guitar merece um lugar de destaque aqui no blog. Pena que elas não sejam tão conhecidas aqui no Brasil. A única que ainda tem algum destaque está abaixo também.

 JOAN JETT - Bad Reputation (1981)

Ela foi um tanto quanto deixada em segundo plano graças ao apelo sexual fortíssimo que a Cherie Currie tinha no Runaways. Quando a banda acabou, todos conseguiram perceber quem realmente seguraça a força da banda. Isso mesmo, a grande Joan Jett !

O seu debut em vinil não poderia ter sido melhor: rock and roll simples, de qualidade e com uma banda (só de homens, por sinal) muito competente. Esse disco já abre com a espetacular Bad Reputation (o clip rolava na MTV quase sempre. Ainda quando eles passavam clips...), segue com a espetacular cover de Lesley Gore, You Don't Own Me (para mim um dos pontos altos do álbum, e uma música que sempre quis tocar), chega até a Too Bad On Your Birthday, depois também por outra cover, agora do Gary Glitter, Do You Wanna Touch Me?. Até o final do lado 2 mais maravilhas como Shout, Jezebel e Don't Abuse Me. O CD ainda traz algumas faixas bônus fantásticas como Call Me Lightning e Summertime Blues.

É isso... depois nos anos 80 muitas seguiram essa trilha, mas também é outra história. Para começar a curtir, esses três discos são uma ótima pedida.

Abraços

Fernando

(Post #12, Ano I)

Opa,

Hoje posto aqui um disco clássico dos anos 80. Não... nenhuma daquelas podreiras 'trash' não, muito pelo contrário...

 

GUN'S AND ROSES - Appetite for Destruction (1987) - Geffen

O rock no meio dos anos 80 se resumia a cabelos cheios de laquê, roupas bufantes e coloridas e um som pra lá de farofa. Nisso podemos incluir ícones roqueiros de atitude dos anos 70, como Kiss e Whitesnake, além de 'pérolas' novas na época, como Bon Jovi e Poison. No meio de tudo isso, aonde a imagem era essencial, apareceu essa banda, com integrantes maltrapilhos, letras sujas, politicamente incorretos e rock and roll de verdade, de atitude, sem frescuras! (Vide a capa acima, do LP americano, já que a capa original foi proibida por nos remeter a um estupro. Foi a capa lançada no Brasil)

Liderados pelo mala Axl Rose e pelo seboso Slash, eles foram responsáveis pelo ressurgimento do rock. Algo parecido (e guardadas as devidas proporções, por gentileza) com o que os Sex Pistols fizeram em 77. Um choque, que foi responsável pela criação de novas bandas que estavam só preocupadas em se divertir e nem esquentar com o mundo ou com sua imagem.

Esse disco é obrigatório para todos os que curtem uma bela sequência de músicas. Foi um dos melhores debuts da história da música. A pauleira começa com e perfeita Welcome To The Jungle, e seu clip melhor ainda. A sequência matadora do lado A continua com It's So Easy, Nightrain, Out Ta Get Me, Mr.Brownstone e fecha o lado com o hino Paradise City.

O lado B se inicia com My Michelle, passa pela fantástica Think About You (adoro tocar essa música), chega numa das músicas mais tocadas nas festinhas da época e presença obrigatórias em listas de melhores músicas de todos os tempos, Sweet Child O'Mine. A trinca final é para abrir roda e se bater até cair: You're Crazy, Anything Goes e Rocket Queen. Sublime!

Conheci esse disco no começo de 1988, num especial de TV, mais precisamente na TV Manchete (vix!), que se chamava 'Armas e Rosas' e passou duas horas de clips dos caras. Para um moleque de 12 anos aquilo foi tudo. Na semana seguinte já tinha comprado o vinil, e gravado uma fitinha (que tenho até hoje) que ouvi durante períodos bem legais da minha infância.

Depois o Gun's conquistou o mundo em definitivo com o Use Your Illusion I e II, mas aí já é outra história.

Falô

Fernando

(Post #11, Ano I)

Ghsgdh,

Nesses últimos tempos aconteceram algumas neuras comuns a qualquer um (leia o The Jenniffers' Blog para mais informações). Nessa hora não adianta você colocar na vitrolinha um disco do Radiohead, Kraftwerk ou do Velvet Underground, porque senão você se mata antes da faixa 2 tocar. Então hoje eu coloco aqui um remédio que é tiro e queda para esses momentos taciturnos, e sugiro um bom remédio em dose tripla. Com esses não tem jeito, você melhora na hora!

 GO-GO'S - Beauty And The Beat (1981) - IRS Records

 GO-GO'S - Vacation (1982) - IRS Records.

 GO-GO'S - Talk Show (1984) - IRS Records

Essas 5 garotas (Belinda Carlisle (gatíssima), Gina Shock, Jane Wiedlin, Charlotte Caffey, Kathy Valentine) ainda conseguem me deixar um pouqiinho mais feliz cada vez que escuto algum dos discos acima. Recomendadíssimos, até hoje elas são deusas nos EUA, só aqui mesmo que ninguém conhece direito essas beldades, e ainda detonam as meninas pela participação que elas tiveram no primeiro Rock in Rio, em 1985.

No começo, elas eram uma banda punk, mas foram 'acalmando' com o tempo, até aparecerem de vez no cenário musical num dos melhores exemplos de como a música pop pode ser fantástica, sem ser algo pejorativo.

Todos os três discos tem clássicos absolutos, com melodias incríveis e letras que, por mais que não nos fazem refletir sobre questões existenciais, nos fazem querer aproveitar essa vida ao máximo. O primeiro disco é de 1981, chegou ao primeiro lugar nas paradas, e tem clássicos como Our Lips Are Sealed (que tem um clip maravilhoso, e elas mais lindas que nunca), Tonite, Lust To Love (adoro essa), We Got The Beat (que tocava na abertura do clássico adoslescente dos anos 80 Picardias Estudantis, ou Fast Times At Ridgemond High) e Skidmarks In My Heart.

O segundo disco, Vacation, é de 1982, e apostou na mesma fórmula que consagrou o primeiro. Mas ao contrário do que acontece normalmente, elas conseguiram exatamente o mesmo sucesso, levando o disco também ao primeiro lugar. Nesse LP tem as músicas Vacation (também com um belo clip, com a baterista Gina Shock lindíssima), Girl Of 100 Lists (com uma letra fútil, mas que com elas virou fantástica), Cool Jerk e a fantástica balada Worlds Away (muita gente deve ter dançado isso nos 80's).

O terceiro disco foi um fecho de ouro da primeira parte da carreira delas. O disco chama você para sair dançando por aí. Ele abre com a perfeita Head Over Heels, com sua guitarra pop, e a linha de teclado marcante, quando você percebe, está no meio de uma faixa do mais puro rock and roll. Tem até um mini-solo de teclado e um break de baixo-bateria, todo o tipo de coisas que nos fazem felizes.

Logo em seguida vem a maravilhosa Turn To You, que é uma da série que gostaria de ter escrito, Forget That Day, uma lamentação sobre um amor perdido ("I knew I'd lost my heart/But I just said I hate heights"), Yes Or No, I'm The Only One e a balada I'm With You, que é uma das coisas mais lindas que já escutei nos anos 80 ("I'm with you/ Hold me in your heart/ Keep the fire strong/ Without you/ Our love goes on and on"), simples, mas mais claro impossível, com uma mensagem extremamente poderosa.

Depois tivemos várias bandas femininas, com várias dignas de nota, mas as Go-Go's tem o poder de tornar a vida mais alegre, mais feliz, mais alto-astral, e hoje em dia, não é qualquer um que consegue.

Abraços

Fernando

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