#17

E aí, povo!!!

De novo, lendo mais uma notícia sobre o Live 8, tive a inspiração de escrever sobre um disco que conheci há algum tempo, tudo por causa de gostar e considerar o The Who! uma das maiores bandas da história. Não, não é sobre eles que falarei hoje, e sim sobre o primeiro disco solo do dono de uma das mais belas vozes da história do rock.

 

ROGER DALTREY - Daltrey (1973) - MCA

Isso mesmo, estou falando do magistral Roger Daltrey. No ano anterior, o Pete Townshend foi o primeiro membro do Who! a lançar um álbum solo. Naturalmente em seguida todos os outros integrantes também resolveram lançar os seus. Eu considero esse disco uma pérola perdida da música pop, o álbum todo possui um lirismo impressionante, e o Daltrey consegue diversificar seus vocais de uma forma inigualável, já que o disco segue num rumo totalmente diferente dos discos do Who!.

O disco abre com a One Man Band, que possui um ritmo marcante e poderia ser muito bem uma música escrita pelo Paul McCartney. Logo em sequência vem um dos pontos altos do LP: You Are Yourself mostra um vocal extremamente potente, numa balada fantástica e com um quarteto de cordas afinadíssimo. O sentimento é o mesmo quando a gente escuta a próxima música, Thinking, que segue numa levada mais rocker e é a canção que chega mais perto do estilo-Who! do Roger. O lado A fecha com a You And Me, uma das preferidas da casa.

O lado B começa com uma bela dobradinha: Hard Life e Giving It All Away, essa em especial é uma daquela que pertence a série "Músicas que eu gostaria de ter escrito". Logo após tem a bela The Story So Far, a maravilhosa When The Music Stops, que nos leva de volta ao renascentismo com todos seus elementos, e chega na magistral Reasons, que possui um dos mais belos refrões que já ouvi: "Well I pick up my life and I turn and walk away/I pick up my life and live for every day". Genial!

Eu comprei esse LP nos idos de 98 ou 99, perdido num dos sebos do centro de SP. Importado, capa dupla, e a foto que ilustra a parte de dentro é uma das mais belas fotos que já vi em um disco. Já vale o preço só por esse motivo. se você encontrar essa preciosidade por aí, COMPRE, mesmo que estiver sem grana dê um jeito e adquira o LP... Recomendadíssimo por esse que vos escreve!

Por hoje é só, até o próximo LP...

Abraços

#16

Fala pessoal!

Essa semana postei algo lá no blog do Jenniffers que me interessou muito. O Pink Floyd fará uma apresentação única, com sua formação original, no evento Live 8, que será realizado em julho. Mais do que fantástico, será um momento histórico, pois desde 81 eles não tocam como quarteto.

Adoro Pink Floyd, e dois discos em especial fazem parte da minha listinha de preferidos. Faço questão de recomendar os dois hoje, já que para mim, poderiam ser um disco duplo, tamanha a semelhança entre as faixas.

 

PINK FLOYD - The Piper At The Gates Of Dawn (1967)

 

PINK FLOYD - A Saucerful os Secrets (1968)

Fácil falar sobre uma das bandas de maior sucesso mundial. Fácil falar que ela começou como uma banda de blues, mas aos poucos foi mudando seu estilo até chegar nessa mistura de viagens de ácido e rock psicodélico. Fácil falar que muito disso (senão tudo) foi feito por causa de um cara: Syd Barrett.

Aqui fica para mim, o diferencial entre esses dois primeiros discos do Pink Floyd, e os discos do restante da carreira do grupo. Enquanto o mundo reconhece dentre os melhores dos caras os discos Atom Heart Mother, Wish You Were Here (com a música tema tendo sido composta em homenagem ao Syd) e o genial Dark Side Of The Moon, eu acredito que esses dois devem ser levados, e muito, em consideração. Temos momentos de imensa beleza e composições magistrais que podem ser encontradas aqui.

Antes de mais nada, o Syd Barrett era um cara que levava a sério o mote "Chapar até cair". O cara experimentou tudo o que era possível na época, tanto que o resultado de tanta piração está aqui. No disco The Piper At The Gates Of Dawn, o Floyd já mostrava de cara ao que vinha no cenário musical. Abrindo o disco com a fantástica Astronomy Domine, falando sobre coisas do mal em Lucifer Sam, passando pela linda Matilda Mother e pela etérea Flaming. A Interstellar Overdrive era um show à parte: sons viajantes, baixo vibrante e a certeza de que não estamos sós no universo.

O disco vai chegando no final passando por uma música que adoro: The Gnome ('I want to tell you a history, about a little gnome, stays in the home'), e uma trinca final fantástica Chapter 24, Scarecrow (uma das preferidas da casa) e Bike.

Esse Lp era um retrato das viagens do Syd Barrett, mas pena que tanta chapação o tenha deixado pirado. Em virtude disso, no segundo disco, A Saucerful os Secrets, ele foi susbstituído na banda pelo David Gilmour, deixando e formando o quarteto clássico do Floyd. Mesmo assim, no segundo álbum há uma contribuição solitária do Syd (Jugband Blues). E as outras canções mostram uma influência fortíssima do estilo Syd Barrett na banda.

O álbum tem duas viajeiras do Roger Waters: Let There Be More Light e Set The Controls for the Heart Of The Sun, uma levada forte de baixo e guitarra na Corporal Clegg (outra das preferidas da casa), passa pela A Saucerful of Secrets e See-Saw e para mim, nesse disco temos uma das melhores músicas da carreira do Pink Floyd: Remember A Day. O supra-sumo de composição pop, e uma daquelas que sempre me faz bem.

Adoro os álbuns dos anos 70, mas como virou lugar comum falar bem deles, recomendo que escutem esses, pois merecem um lugar de destaque na nossa galeria!

Abraços e até a próxima dica

Fernando

(Post #15, Ano I)

Finally!

Agora sim, reestabelecido das férias, prometo que voltarei em definitivo pro MELHORES DISCOS. Estava com saudade de escrever por aqui, e o que mais tenho pra fazer é falar logo de um disco certo?

Hoje posto algo que tenho ouvido direto há muuuuito tempo, e que considero uma das melhores obras do quarteto de Liverpool. A trilha sonora do filme que consolidou a gênese da MTV (quando passava clips) e dos próprios video clips:

 THE BEATLES - Help! (1965) - EMI

É gente, tudo começou aqui: Video-clips, MTV, etc, etc, etc... O pontapé inicial dos Beatles no cinema foi o filme A Hard Day's Night (1964), no qual se mostrava o dia-a-dia Beatle, e toda a histeria que acontecia em volta dos 4 rapazes de Liverpool. Mas com o filme Help! de 1965, eles consolidaram de vez sua posição de destaque no mundo do cinema.

A história gira em torno das várias tentativas de uma seita abordar os Beatles, em especial o Ringo, para pegar de volta o 'anel do sacrifício' que eles dizem que os pertence. A partir daí, inúmeras situações são criadas, todas logicamente em que os Beatles se dão melhor...

Já acho o filme interessantíssimo por si só, mas a trilha sonora dele é especial. (Vale registrar que a trilha saiu nos EUA de forma diferente do que saiu no resto do mundo. O pior é que já tive a chance de comprar o vinil original com a trilha americana, mas não o fiz. Se arrependimento matasse...). O lado A do disco contém as músicas que estão no filme, e o lado B o que sobrou das gravações da época.

Tudo começa com a própria Help! , uma das únicas três canções em que o John Lennon realmente cantou o que ele sentia. E cantou muito bem, pois podemos sentir que ele estava mesmo mal. Logo depois tem uma das minhas preferidas all-time dos caras The Night Before. Passa pela lírica You've Got To Hide Your Love Away, com um vocal do Lennon que faz arrepiar. Passa pela homenagem do George para a linda Patti Boyd (que acabou virando Patti Harrison), a magistral I Need You. Depois tem mais uma que eu sempre quis escrever Another Girl, com sua letra anti-bonitinha (essa eu fiz questão de aprender o baixo...). Fechando o lado A com mais dois clássicos: You're Gonna Lose That Girl, que adoro, e a classicaça Ticket To Ride.

O lado B também tem momentos fantásticos, começando pela divertidíssima Act Naturally, com vocais do Ringo. Passa por uma que o John odiava, mas que eu adoro, It's Only Love. Uma trinca de cações menos conhecidas mas ótimas, muito boas, e que não são muito lembradas para quem não é um grande fã: Tell Me What You See, You're Like Me Too Much e I've Just Seen A Face (o Paul toca essa no seu Acústico). O final do LP é magistral, com a inigualável Yesterday, que é a música mais tocada até hoje na história do rádio e a música com maior quantidade de covers já gravada. E finaliza com o último cover gravado pelos Beatles na carreira, Dizzy Miss Lizzy.

Eu tive o prazer de asistir esse filme do Centro Cultural Banco do Brasil, no ano passado. Isso ainda com a cópia original, meio rosada e com o som meio fora de sincronia... Mas tudo bem, fiquei mais do que feliz de poder assistir isso no cinema, e com a cópia da época pude me sentir em 1965 mesmo

Sempre escuto Beatles, mas esse disco em especial tem tocado bastante na minha vitrolinha nos últimos meses... fica a dica para vocês.

Abraços e até mais

Fernando

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